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Os principais índices acionistas encerraram o mês de dezembro com um desempenho globalmente positivo, não obstante alguma volatilidade em torno do setor de inteligência artificial (IA). Os mercados fecharam o ano com uma tendência de recuperação sustentada pela resiliência económica global e por uma postura menos restritiva da Fed.
Em termos macroeconómicos, dezembro trouxe consigo um corte nas taxas de juro por parte da Fed, solidez do crescimento económico nos EUA e a continuação de um mercado de trabalho norte-americano em desaceleração. Na Europa, o BCE manteve as taxas inalteradas nos 2%, com a presidente do BCE a afirmar que a política monetária continua “numa boa posição”. Ainda assim, olhando para 2026, a fragilidade geopolítica, vulnerabilidades económicas e tensões comerciais persistem.
COMO VEMOS OS MERCADOS
Dezembro foi um mês positivo para os mercados de ações globais, não obstante alguma volatilidade ligada ao setor da IA. Uma postura menos restritiva por parte do Fed e dados económicos favoráveis (como o da inflação americana), ajudaram a reverter algumas correções no setor tecnológico (Oracle, Broadcom). Neste contexto, embora mantenhamos uma posição tática construtiva para ativos de risco, a incerteza macroeconómica e as valorizações exigentes, levam-nos a assumir um comportamento de maior monotorização e alguma prudência.
MERCADO ACIONISTA
O mês de dezembro foi caracterizado por avanços nos mercados acionistas globais, com destaque para os mercados do Sul da Europa (Espanha, Itália), Europa Emergente e Coreia do Sul. Para janeiro, continuamos a adotar uma postura tacitamente construtiva, preferindo a Europa, em particular Espanha, e Japão pelas suas valorizações mais atrativas e potencial benefício de uma política monetária flexível e reposicionamento de fluxos financeiros. Neste mês, vai ser com particular atenção que vamos seguir os resultados empresariais do último trimestre de 2025 e as expectativas das empresa sobre a evolução dos seus negócios em 2026.
MERCADO OBRIGACIONISTA: Governos
As expectativas de retorno real e nominal nos mercados de dívida pública nos países desenvolvidos são positivas, dada a atual flexibilização da política monetária perante o retorno gradual da inflação para níveis desejados, sobretudo para os prazos entre 2 e 5 anos. Continuamos com uma visão positiva em dívida de mercados emergentes em moeda local.
MERCADO OBRIGACIONISTA: Crédito
Apesar de os spreads de crédito continuarem a transacionar a níveis relativamente estreitos, nomeadamente nos EUA no segmento de high yield, continuamos a preferir títulos com notação investment grade pela sua atratividade em termos de rentabilidade ajustada pelo risco.
DIVISAS
Em janeiro, mantemos um posicionamento construtivo para o euro. Não antecipamos uma recuperação do dólar fruto de várias variáveis: maiores descidas de taxas de juro em 2026, o enfoque nas dinâmicas negativas do excessivo endividamento público, da perspetiva de um maior arrefecimento do mercado laboral e da recente tendência positiva de preços nas matérias-primas.
MATÉRIAS-PRIMAS
Mantemos uma posição construtiva em janeiro fruto das novas dinâmicas de investimento em infraestruturas e defesa a nível global, que impulsionam a procura de metais industriais. Destaque positivo para o comportamento dos metais preciosos com especial enfoque na forte subida do preço da prata. Em contrapartida, continuamos a ver tendência negativa na evolução do preço do petróleo fruto do risco de aumento de produção por parte da OPEC.
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